quinta-feira, outubro 07, 2010

Dia,velho dia.


Contando histórias. Do passado que tanto falei...


Menina moça(eu) olhava pela janela quando queria sair de algum lugar.
Cheirava os livros amarelos da estante e imaginava todo o desenrolar da história pelo título.Criava os personagens, o drama, o enredo, o final. Sempre belos solitários finais.Tinha uma necessidade de fumar e beber café logo cedo. Escrevia a mão alguns poemas que não rimavam. Chorava escondida no banho enquanto cantava desafinada.Mas um dia, um velho dia. A menina moça(eu) com um lenço no pescoço, passou pela janela do vizinho e deixou que o vento o levasse dançando. Menina moça sorriu, se despediu.Quando chegou em casa viu seus outros lenços, chorou. Nenhum lenço era como aquele. Alguns melhores, outros mais bonitos, mas nenhum como aquele. A menina moça(eu) então compreendeu que nada é igual. Não importa o quão mais bonito é um dia, ele nunca será como o anterior.